Peço desculpa pela ausência!
Sexta-feira, 5 de Março de 2010
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Peço desculpa pela ausência!
Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Manifesto Contra a Racionalidade

MANIFESTO CONTRA A RACIONALIDADE
Preâmbulo
São 22h20 de uma noite de final de Verão na serra. Embora ainda seja Setembro está frio, estou no norte do país, a quase 400 km de Lisboa. Aqui não há o mínimo barulho que interfira com a escrita, só os barulhos banais da natureza, mas que me parecem cada vez mais estranhos, por vezes assustadores. Estou num alpendre em pedra, onde ao longe o olhar consegue atingir umas luzes, indefinidas luzes que me disseram várias vezes ser Aveiro, facto que nunca acreditei até reparar no farol. Escrevo no cimo de uma serra onde ao longe vejo um farol – banal? Sim, talvez. Mas para mim esta tranquilidade é especial, há textos que só podem ser escritos fora da cidade.
Há quase dez minutos que aqui estou sentado e ainda não ouvi um carro, o barulho de uma televisão – absolutamente nada que indicie a mínima presença de humanidade, civilização. Ouço um gri gri ensurdecedor que penso serem grilos, cigarras, ou um qualquer tipo de bichos assim do género. Depois há o vento, que vai e vem em rajadas fortes. De resto nada, absolutamente nada.
Ao longe atingi um barulho, são os sinos da igreja a anunciarem a meia hora. Em Lisboa querem proibir os sinos da igreja “porque fazem muito barulho”. Aqui, na serra, os sinos assinalam a existência de vida, assinalam que ainda estamos vivos e que o resto do mundo também. Os sinos servem de bússola, de fio condutor das pessoas. Na serra os sinos da igreja são o único elemento vivo de racionalidade. A inútil racionalidade.
Chamei a este texto “Manifesto contra a racionalidade”. Manifesto porque tem mais impacto do que se lhe chamasse “folhetim” ou “elogio”. Um Manifesto não se escreve de ânimo leve, um Manifesto é uma coisa sentida que brota do fundo do peito para o mundo, não para uma pessoa em especial – mas para todo o mundo. Um “folhetim” ou um “elogio” pressupõe uma constatação, um manifesto é um acto de acção, de afrontamento, de revolta, de amor – acho que finalmente encontrei o senso, a lógica se quisermos, da terminologia – um “Manifesto” é um gesto de amor ao mundo.
Proletários mortos à fome por todo o lado, burgueses anafados com unhas castanhas de davidoff, clérigos presos aos dogmas da santíssima trindade, nobreza falida que prega poesia nos salões a tresandarem a mofo, ouvi-me. Por favor ouvi este afrontamento, ouvi estas palavras, se não por mais, apenas por serem um gesto de amor ao mundo.
Um acto de acção é antes de mais um acto de reacção. O português gosta de ser reactivo, o português é e sempre será reactivo – avesso à mudança dizem os radicais de esquerda, que por norma são meninas bonitas de roupas estranhas. Nunca houve um regime socialista em Portugal pelo simples facto de sermos reactivos, de entendermos que está tudo mal, mas que afinal não está assim tão mal que torne urgente uma mudança. Somos reactivos para sermos iguais ao resto do mundo – é neste ponto que falham as teorias das meninas bonitas de extrema-esquerda.
O português não é como o francês, que no fundo o que deseja é um mundo perfeito. Nós queremos um mundo “porreiro”, um mundo “assim-assim”. Queremos ser felizes à custa de nos mantermos iguais. Por isso, só por isso, nos tornamos num povo reactivo. É por este motivo que urge uma reacção em massa contra a racionalidade, é por esse motivo que devíamos reinventar a literatura portuguesa de amor. Foi assim que quase matamos a nossa poesia. E a culpa? A culpa foi de Fernando Pessoa. E eu adoro o Pessoa e qualquer outra pessoa que escreva algo de parecido com a genialidade dos seus poemas.
Pessoa, de tão genial que era, assassinou a nossa verdadeira poesia. Matou as cantigas de amigo, as cantigas de amor, os sonetos de Camões e o amor transformado em poesia verbal vomitada por entre versos. Pessoa, que era pessoa, certamente não pensou que a sua escrita tivesse consequências tão nefastas na cabeça dos portugueses. A nossa escrita tornou-se como que racional. Amigos gritem comigo: morte à racionalidade.
Sou um tipo que conhece algumas pessoas, não muitas, mas algumas. Já fui director de um jornal e tudo (já viram que título mais pomposo?), não que me sirva de muito, até porque era um jornal regional de uma cidade, mas mesmo assim sinto-me arrependido. Podia ter usado aquelas páginas amarelas de gramagemxpto para atentar contra a racionalidade, era como que uma mini asfixia democrática. Começaria ali no pasquim e depois partiria para o resto do país, seria o furor nas redacções dos jornais regionais, depois dos diários nacionais e qui çamesmo nos semanários. Fazem falta nos jornais textos irracionais que atentem contra a racionalidade. Mas este texto seria travado pela máquina oculta da racionalidade. Onde? Não sei, mas seria certamente. Ou na revisão, ou na impressão, ou na distribuição, ou nos quiosques, ou em qualquer outro lado – lá viria a DGS da racionalidade impedir que a mensagem passasse.
Para além disso sou editor e até escrevi um livro, o que me daria espaço democrático para convencer a restante equipa da editora a aceitar a publicação deste manifesto. Mas provavelmente teria que subtrair o custo de impressão ao meu salário. Quem é que acredita na eficácia comercial de um texto que atenta à racionalidade? Ninguém, claro. A culpa é do sistema. Ainda para mais existem todos os outros factores externos à edição, completamente dominados pela DGS da racionalidade. Primeiro ia ser a distribuidora que não distribuía e depois iam ser os livreiros que nem à consignação iam querer manifestos nas suas prateleiras (estão fora de moda e ainda por cima vai sair o novo livro do Dan Brown a cascar na maçonaria). Pior do que tudo isto, quem é que compra um manifesto? Ninguém. O único que li foi o do Marx e o do Engels, e não o comprei, também confesso. Roubei, roubei ao meu tio que já foi maoísta e nunca o devolvi. Desculpa lá tio, espero que não tenhas facebook.
Chegamos ao facebook – o método reactivo por excelência na era moderna do 2.0.
Há umas semanas organizei um curso de política, deram-me o título de “director” e tudo. Foi giro, mas o convite é explicável pelo facto do verdadeiro organizador ser um filósofo, ou se preferirmos um professor de filosofia. Um professor de filosofia, que para além disso é um bom amigo, e que nestas duas qualidades teve a irreverência e a (reparem bem no conceito) irracionalidade de me fazer esse convite. No entanto, foi giro. Mas vamos ao que interessa.
Uma das aulas do curso foi dado por um bloguer/consultor de comunicação conhecido do grande público, um tipo afável e porreiro que em tempos até cometeu a irracionalidade (lá está, o conceito sempre presente) de aceitar apresentar o meu livro. Durante a aula falou-se essencialmente de comunicação 2.0, uma apresentação excelente e bem documentada, com dados de fibra óptica e tudo. Em suma, fiquei a perceber que a comunicação do futuro, principalmente a irracional, pode e deve ser feita com recurso à internet, através da tecnologia 2.0. Desta feita parti para a aventura, e assim nasceu o “Manifesto contra a racionalidade”.
UM MANIFESTO EM SETE PONTOS
1) O AMOR
O amor há muito que foi morto pela racionalidade. Quando falo de amor não falo de paixão, porque essa até mantém alguma da sua irracionalidade – o seu principal elemento diferenciador em relação ao amor. Falo antes do amor verdadeiro, aquele que se sente como que de um soco no estômago se tratasse, aquele nos faz olhar para um sorriso e pronto. Começamos a amar e amamos até ao fim dos nossos dias.
Que acabem os paninhos quentes no amor, que acabem os meios-termos, que acabem as hesitações em dar o primeiro beijo, que acabem os cafezinhos, que acabem os ciúmes, que acabem as discussões, que acabem as futilidades, que acabem os complexos, que acabem os elementos externos, que acabem as confusões – o amor é o tudo ou nada. No amor não há espaço para a racionalidade, os sentimentos são para serem impulsivos, irracionais, instantâneos – o amor não é uma conveniência, não é um estado de alma, não é um achar que. O amor é um tem que ser já. Então que se bana já a racionalidade do amor.
2) A AMIZADE
A amizade é a água tónica a fervilhar num copo com gelo cheio de gin. O gelo por si apenas sara as feridas, o gin é áspero de mais para ser bebido sozinho e a água tónica por si só é apenas aparência, trata-se da bebida dos ex-alcoólicos que queriam era estar a beber gin tónico. Da conjugação das feridas que é preciso sarar, com os conselhos amargos que é preciso receber e com a agradável companhia que é a tónica, nasce a amizade. Uma coisa é um conhecido, a outra é um amigo – o conhecido é racional, a amizade é irracional.
Abandonemos os amigos do racional na primeira esquina. Vamos pegar nos telefones e ligar, ligar aquele amigo que não vemos há uma eternidade, praticamente há dois dias, e dizer o quanto gostamos do ter como amigo. Vamos desatar a chorar em cada ombro, vamos a correr marcar um copo com cada um dos amigos e tirar fotografias. Vamos decorar as lareiras do país com fotos de amizades roubadas à piroseira – mas fotos de amizades sinceras. Que nunca ninguém mais fale da amizade sem a sentir.
3) A FAMÍLIA
A família não se escolhe, o amor e as amizades também não. Dizemos que é um frete estar com a família, por vezes até o sentimos, mas porquê? Por sermos racionais. É preciso amar a família não nas suas virtudes, porque isso é fácil, é racional. Temos que amar a família principalmente nos defeitos e dar conselhos, mesmo que sejam rejeitados e insistir, e transformar, moldar a família com base no respeito, na adoração.
Respeitar um familiar é sermos irracionais, é pegarmos no nosso pai que é do Benfica, sendo nós do Sporting, e levá-lo à Luz a ver um jogo e a comer uma fartura nas roulottes junto ao parque de estacionamento. Temos que reinventar a família, temos que ser reactivos ao ponto de não a deixarmos morrer, como instituto, como algo nosso, como sentimento de continuação e como tudo o resto, todo o rol de sentimos que nos faz rolar uma lágrima pela face quando sentimos saudades de um familiar.
4) AS CRIANÇAS
As crianças são o futuro, o amanhã. Tretas. As crianças são o hoje, são o presente, são o agora e são o agora na sua plenitude, são principalmente o que de mais puro e genuíno existe no mundo. Uma criança é para ser abraçada a cada momento, é para ser beijada, é para ser adorada a cada instante – ninguém tem mais para nos ensinar no mundo do que uma criança. Dizemos que as temos de educar, para quê? Para se tornarem iguais a nós? Sim, é para isso que as gostamos de educar, por e simplesmente para as tornarmos racionais.
Aceitemos e promovamos a irracionalidade das crianças. A sensatez com que repetem os gestos na televisão, a facilidade com que ignoram os estímulos que não sejam sensitivos, a genuidade que com que simpatizam com uma pessoa, independentemente da classe social, da crença, da cor, do feitio, do bigode, da roupa e mesmo do coração. Se aprendêssemos com as crianças não seriamos os brutamontes sentimentais que somos hoje em dia. Ensinemos as crianças a continuarem irracionais. Aprendamos com elas.
5) O TRABALHO
Para uns santifica, para os outros dignifica e para os verdadeiros irracionais atrapalha. O trabalho serve para pagar as contas, e porque assim tem que ser. Se não houvesse trabalho, o que é impossível, tanto melhor. Mas como é necessário então tudo bem, façamos um esforço. Mas nunca nos deixemos absorver pelo trabalho, a capacidade de absorção é uma coisa que está reservada às esponjas e aos sentimentos. Esses sim são necessários absorver e se os absorvermos vamos ser felizes, mesmo a trabalhar. Decreta-se pois que nunca ninguém promova o trabalho em vez da felicidade, do amor, das crianças, da família e do resto. Dos milhares de coisas que são muito mais importantes do que o trabalho.
6) O SEXO
Ai que horror que os irracionais só querem e só pensam no sexo. Vamos lá todos promover o sexo desmedido, com ou sem preservativo, nos bares, nas cabines telefónicas, nas sacristias, nas camas, nos bordeis e nos lençóis do vizinho. Nada disso, isso é estupidez, não é irracionalidade.
O irracional respeita o sexo, de quem o pratica e de quem não o pratica, porque não pode ou porque não quer, ou porque tem mais que fazer, ou até porque está bêbado de mais e não o consegue. O sexo é irracional porque é pessoal. Tendo estas duas características só é condenável quando ser torna racional, quando o fazemos porque tem que ser. Devolvamos também a irracionalidade genuína ao sexo. Façamos apenas porque queremos e com queremos.
7) A POESIA
Somos um país de poetas, de poetas com medo – por causa da racionalidade. Escrevemos os nossos poemas à noite em casa, nunca durante o dia numa esplanada. Escrevemos os nossos poemas e guardamos no fundo da última gaveta da mesinha de cabeceira, não corremos para os nossos amigos a perguntar se gostaram. E se alguém os encontra? Primeiro ficamos brancos, depois azuis e quase desmaiamos. Para compensar ainda damos uma desculpa: “isso não são bem poemas, são uns versos” ou então “são uma coisa minha”. Temos medo de utilizar a poesia para mostrar aos outros o que sentimos. Achamos que são uma coisa para nós, para passar o tempo. Mas não – a poesia é uma coisa para mostrar ao mundo.
Nem que sejam uma porcaria, literariamente falando, são os nossos poemas e quando os escrevemos depositamos lá algo de nós. Trata-se de um bocadinho dos nossos sentimentos que oferecemos a uma folha de papel – se os oferecemos é porque os devemos partilhar. Acham irracional? Ainda bem, é esse o objectivo. E eu confesso, não que eu seja um modelo para alguma coisa, mas nunca escondi um poema. E resultou? Não sei. Mas espero um dia encontrar uma mulher que verdadeiramente os perceba, os admire e me escreva um poema. Aí darei por encontrado o Amor e serei o mais irracional possível.
CONCLUSÃO
Este manifesto não tem um propósito, um único propósito racional. Os únicos propósitos que tem são irracionais, e tem vários, uns mais implícitos e outros mais explícitos. Mas como alguém me disse um dia, “se queres mostrar algo a alguém escreve, estás sempre a ser seguido”. Eu acreditei e por isso escrevo, escrevo para que sejamos cada vez mais irracionais.
Espero que a mensagem passe, espero que efectivamente alguma coisa mude e se mais não for a nossa vida.
Acabemos com a racionalidade!
João Gomes de Almeida in http://oamornostemposdablogosfera.blogs.sapo.pt/
Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
Como passei a gostar da figura de José Saramago

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
O meu dia dava um filme!
Mas hoje... HOJE, tinha que cá vir registar o que foi o meu dia (e são ainda 5 da tarde).
No passado dia 4 de Julho, ia muito tranquila com o Xicão a caminho do Arrábida World Music quando uma tresloucada se atravessa à minha frente provocando um acidente. O tempo passou, as companhias não se entendiam, e hoje às 11 da manhã havia uma audição de arbitragem na Universidade Católica à qual aderi. Até aqui... Tudo, mais ou menos, bem. Uma vez que nunca mais vejo a situação resolvida.
Nisto, dirijo-me ao centro de Lisboa para beber um café com a minha caríssima Tiazorra, companheira de tudo e "má" alguma coisa. E é aqui... É aqui que tudo muda!
Vou para pegar no carro para me fazer a caminho e puff... Não funciona. *"AHHHHH brincalhão.... Vá, vamos lá parar de brincar e põe-te lá a andar..."* Mas não. Não dava sinal nenhum de reacção quando punha a chave na ignição!
Bom... Chamei o reboque e resta-me esperar que este chegue para levar o carro para Palmela. E pergunta-me a senhora do seguro: "Quer que chame um taxi para si ou vai no reboque com o carro?!" - "AHHH não é preciso... Eu vou no reboque!!!" *(QUE EMOÇÃO!!!)*
Esperei, esperei, esperei... Até que me liga o senhor do reboque: "A senhora está onde?"
- "Estou na rua tal, transversal com a tal..."
E tudo o que daí para a frente o senhor perguntou ou disse eu não percebi. Perguntei por duas vezes o típico "Desculpe? Não percebi..." e continuei, de facto, sem perceber até que por fim lá consegui ouvir "Mais 5 minutos.". Ok... Ele deve estar perto *pensei eu!*.
Passado cerca de 30/40 minutos HEIS QUE CHEGA! Sai-me do reboque uma personagem de S. Tomé e Princípe, magro, todo vestido de preto (contraste formidável!), com falta de um dente à frente, com um ar meio despassarado e com um dialecto extremamente difícil de entender.
Entra no meu carro, dá à chave e diz "AHHH isso é motor de arranque. Mas se quiser eu mexo-lhe numa pecinha e tal e meto-lhe isto já a trabalhar. Quer que eu reboque ou quer ir a andar sozinha depois de LHE MEXER NO MOTOR?"
- *Errmmm....* Depois de avaliar seu ar "credível", rápido respondi: "Se não se importa, eu prefiro que o leve para uma oficina."
- "Mas é a mesma coisa, e escusa de rebocar o carro..."
- "Não... Prefiro mesmo que o reboque." (Se entretanto acontecesse alguma coisa devido a essa mexida dele, a culpa seria minha que autorizei que o fizesse)
Lá prendeu o carro ao reboque, mandou-me entrar de forma a virar toda a direcção para a esquerda e assim que começasse a andar já em linha recta, que engatasse a mudança de forma a tenta-lo pôr a andar.
Mas antes que tudo isto pudesse acontecer, o cabo que o puxava soltou-se da posição em que estava e passou a 'arrasta-lo' em direcção do carro que estava estacionado à frente. Ainda gritei "CUIDADO PARE PARE PARE" (recriando o mítico PONHA PONHA PONHA) mas sem efeito.
A hora seguinte foi passada a 'desencaixar' o meu carro do da frente sem provocar mais danos, a tentar dialogar com alguém que não falava a mesma língua que eu e com um pensamento estranho sobre os factos.
Na ideia do senhor a culpa do que aconteceu foi minha porque eu é que ia a conduzir.
A primeira pergunta que eu faço é a seguinte: Já alguém alguma vez conduziu um carro que NÃO FUNCIONA? Não trabalha... Não liga... Não anda... Já? - Se não funciona, não se pode conduzir, se não se pode conduzir, chama-se o reboque, chama-se o reboque a besta arrasta-nos para cima do da frente, batemos no da frente e............. A culpa é minha porque eu é que o ia a conduzir.
E AINDA.... *a melhor pérola* A culpa é minha porque não o deixei mexer na tal peça do motor que fazia com que o pusesse a trabalhar! A segunda pergunta que faço é: "Eu chamei um reboque ou um mecânico?!" Não estou mesmo a perceber....
Posto isto, o senhor queria que eu assinasse uma guia onde indicava num croqui o sitio onde bateu o carro e onde em letras pequeninas dizia: "Indicar no desenho por uma cruz ou flechas os incidentes encontrados no momento da entrega do material" :)
E pronto, como bom setubalão diz: Estava a P*t@ armada. Mais um bocadinho de show e só a assinei depois de, com muito esforço, o fazer escrever que tal só se deu devido à manobra de reboque por ele feita.
Pela primeira vez fiz Lisboa-Palmela de taxi! ;)
Tal como diz o meu amigo Luís... "A vida é uma ostra!" e só a mim é que me calham estas pérolas...



P.S. - Ligaram-me agora da empresa do Sr. Tiburcio a dizer que me pagam todos os danos provocados!
Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
8 Ago. FAITH NO MORE @ SW09
Até que surge a notícia de que se juntariam este Verão especialmente para uma Tour europeia!! eheh :)
Era a oportunidade de finalmente poder ver o Sir Patton, e melhor ainda... Com FNM...
A admiração pela banda sempre foi grande, mas mais uma vez graças ao Sr. Machado, tive oportunidade de conhecer novos projectos tornando-me uma fã incondicional desse tal Mike Patton.
A espera foi longa mas eis que chega o grande dia. Como já tive oportunidade de escrever em posts anteriores, lamento que tenha sido no Sudoeste, mas não foi impedimento para rumar à Zambujeira apenas para ter o gostinho de cerca de 2 horas.
No meio da multidão ouviam-se dialectos vindos de vários pontos da Europa - Espanha, Itália, França... Por volta das 23.30, as luzes apagam-se, as gritaria começa, os cinco magníficos entram em palco vestidos a rigor - especialmente Mr. Patton que se fazia acompanhar de óculos de sol e uma bengala, dando-lhe aquele ar irónico e castiço que lhe é característico.
Soam os primeiros acordes da Reunited. E assim começa o que prometia ser um concerto de arrepios. A partir daqui era só esperar que os hinos como Caffeine, Ashes to Ashes, Midlife Crisis, Cuckoo for Caca ou I Started a Joke, caíssem sem que pudéssemos parar para pensar no espectáculo que estava a acontecer. AHHHH e a Evidence que foi cantada na íntegra em português!!!! Brutal, não?!
Muitas são as bandas que aproveitamos para ver sempre que lançam um álbum e se atiram para uma tour para o poderem promover, acabando por acontecer um concerto comercial. Aqui, acho que pela primeira vez vi um concerto de clássicos. É como que se pudéssemos pegar numa banda e escolhermos nós próprios a setlist, excluindo sempre os temas recentes (que aqui, não há!). Perfeito.....
Posto isto, eis que chega a primeira despedida, o primeiro encore e voltam com Chariots of Fire como intro da Stripsearch... eheheh!!!!
O primeiro encore (sim.. Não acaba aqui!!!) acaba com o Sir a gritar DON'T LOOK ME I'M UGLY IN THE MORNING! Segundas despedidas... Era impossível acabar aqui. Faltava a We Care a Lot...
E toca a voltar pra palco com a pergunta 'Do you want some mais??' :) eheheh Claro que sim, e surge Midnight Cowboy. Acho que foi a primeira vez que a tocaram nesta tour...
Agora sim, já se sentia que em menos de nada saiam de palco e aquelas duas horas não passavam já de passado. E assim terminaram a noite com a esperada We Care a Lot.
A mim pessoalmente, faltou-me a Zombie Eaters. Tinham tocado a Zombie Eaters classificava o concerto com nota 20 (0-20). Assim fica-se pelos 19.7 :P
Mais um daqueles momentos que hei-de recordar por muito tempo. E sim, I want some mais.
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH JA ME ESQUECIA DE CONTAR A CURIOSIDADE:
Consta que dentro das exigências da banda estavam incluidas 120 revistas de sado-maso gay (?!) e 5 flores, (cujo nome não me souberam dizer) unicamente encontradas numa florista em Lisboa, obrigando a que se deslocassem à ultima da hora para as conseguir. Conclusão: O concerto começou e eles preferiram então não as levar no fato para cima de palco! WOW!
Segue-se a Setlist
Terça-feira, 18 de Agosto de 2009
Aqui está!
Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
Bring it onnnn, Bring it....
No dia 8 de Maio, um anjo abriu-me os olhos e o horizonte sem se aperceber. Fez-me ver que realmente conseguiria atingir tudo, se assim o quisesse.
Já que os objectivos não são a longo prazo, então que se definam os a curto, num futuro próximo. Depois de definidos estão aos poucos, um a um, a ser alcançados.
Alguém percebeu alguma coisa? Eu sei que sim!
Tenho vivido intensamente, tenho admirado desde o pequeno ao grandioso, tenho querido fazer tudo e rápido percebo que é impossível.
Hoje uma nova etapa começou, ou como se diz em castelhano 'hay começado', isto porque foi a língua que tive que dominar todo o dia. Amanhã por volta das 7 am, arranco para San Sebastian sem bilhete de volta. É suposto ser por apenas uns dias, mas o bilhete de retorno é indefinido. Agora sim, espero voar profissionalmente e ter garra suficiente para que ninguém me pare.
Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Quando é que foi a ultima vez...

Por circunstancias normais em que a vida obrigatoriamente muda, todos nos afastamos e a equipa completa nunca mais se encontrou... ATÉ HOJE.
Metallica, Slipknot, Machine Head, Mastodon, Dama d'Ouros (a que manda), Dama de Copas (do emo), Dama de Espadas (que tudo espeta), Dama de Paus (nunca percebi porquê).
'Tá feita a noite. 'Tou contente. Fica para mais tarde recordar!
ADIOS!!
HELL YEAHHHHH
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Felicidade Não Tem Receita
A depressão poderá ser definida como ausência de felicidade e é uma das situações mais frequentes no Mundo, lembrou esta quinta-feira um psicoterapeuta falando para os seus pares europeus, reunidos para discutir o que é a felicidade.
A felicidade também pode ser isto: ter a hipótese, num lar de idosos, de escolher entre dois pratos. Psicólogos monitorizaram uma situação desse tipo e chegaram à conclusão de que tal bastava para melhorar o estado de espírito dos utentes. O exemplo foi ontem referido pelo conferencista que abriu ontem, em Lisboa, o 16.º Congresso da Associação Europeia de Psicoterapia.
Segundo Alfred Spitz, "a felicidade é algo que todos querem e é muito rara", não podendo também ser reduzida a tabelas que entram sobretudo em linha de conta com o rendimento e a estabilidade. "A vida é um acto heróico", disse. O mesmo especialista avalizou a sabedoria popular, segundo a qual o dinheiro não traz felicidade e lembrou também que não há pílula para obter tal efeito, ainda que há uns anos se pensasse que a indústria farmacêutica tivesse aberto o caminho. A chamada hormona da felicidade, a oxitocina, também não resulta para além da libertação natural que pode ocorrer no organismo, alertou Alfred Pritz. O mesmo orador forneceu algumas pistas para "uma vida boa": um bom ambiente durante a infância, o interesse por variadas questões, a liberdade de escolher (sem a qual se abre o caminho para a depressão) e a fixação de objectivos a atingir (sem o que se fica com a sensação de estar só a perder tempo). O psicoterapeuta indicou ainda como aspectos essenciais as ligações familiares e o interesse pelos outros.
"Depressão é a ausência de felicidade", definiu Pritz, indicando alguns ingredientes: desvalorização do próprio e dos outros e incapacidade de imaginar o futuro.
Este congresso reúne 300 psicoterapeutas e é, segundo o seu presidente, "uma provocação" a estes profissionais no que toca à escolha do tema. Telmo Baptista considera que "há na vida os estados de contraste e só se soubermos a diferença entre felicidade e infelicidade poderemos apreciar a primeira". Ainda segundo o mesmo professor universitário, o papel do psicoterapeuta permite, até pela sua formação pós-graduada, "trabalhar com questões complexas em termos de procura e transformação, de acordo com o que as pessoas (clientes) definem para si". Porque, de resto, "a procura da felicidade é sempre uma questão individual"."
in JN
Ora bem... Quem lê e reflecte sobre o que lê, compreende facilmente que dispenso comentar o artigo, pois é de facil entendimento. No entanto, deixo aqui apenas uma pequena nota:
Para todos aqueles que em algum momento da sua vida se preocuparam em perder tempo para criticar a minha maneira de ser/estar, que aos olhos de todos mudou nos últimos tempos... Que parem, que se analizem, que se questionem.
Olhem em volta e reparem na quantidade de pessoas que conseguiram afastar. Parabéns, estão cada vez mais sós e rodeados de gente inconveniente! :)
- Mas não... Eu é que sou a otária! lol Não faz mal. É um estatuto que não está ao alcance de todos!
O texto acima não fala apenas duma pseudo-formula para a felicidade (seja qual for o significado da palavra). Fala de que forma podemos nós evoluir enquanto pessoas. É esse o problema... Futilidade e pequenez de espírito não encaixa com o conceito de evolução. :)
Entretanto, se não for pedir muito... Reaprendam o significado da palavra "respeito".
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Michael Jackson (1958-2009)

A noticia espalhou-se de uma forma fulminante e o choque tocou toda a gente. Por algum motivo isto acontece e depressa o sentimento de perda se generaliza. Era Michael Jackson.
Aquele que influenciou quatro décadas de gerações, que deixa um legado musical gigante e que tanto contribuiu para a evolução da musica (seja ela Pop ou não). Desde o conceito musical, às coreografias, aos videos diferentes de tudo o que havia sido visto até então. Bom exemplo disso é o famoso Thriller.
Mas vamos ser coerentes... Há sempre uma tendência natural de levar este género de situações ao extremo.
Michael Jackson é e será um ícone musical, uma referência para muita gente. Mas a verdade é que desde a segunda metade da década de 90 a sua carreira dá um trabulhão, muito devido a toda a contorvérsia em volta da sua vida pessoal, até aos dias de hoje cujo contributo musical é nulo. Os seus dias de glória há muito que se perderam e graças a eles, MJ torna-se imortal muito antes de morrer.
É sem dúvida uma perda, mas calma... Afinal de contas também era humano e não é de admirar que devido a todos os excessos cometidos, estivesse mais vulnerável à morte.
Tinha, para felicidade de muitos fãs, 50 concertos agendados todos eles esgotados em UK. Mas será que uma pessoa tão dependente de assistência médica e medicamentos, iria dar a prestação tão esperada à semelhança da energia d'outros tempos? Aliás, nos últimos 15 anos é notória uma crescente debilidade nas suas aparições publicas.
Que se recordem nomes como Curt Kobain, Jeff Buckley, Fredie Mercury, Dimebag Darrell, Cliff Burton, Lynn Strait, Brad Nowell, John Lennon e os 3 "J's dos 27 anos" Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison. Estes sim, partiram demasiado cedo ainda com muito para dar.
Contudo e com todo o mérito que lhe é merecido, que se louve o seu trabalho, que se enalteça o património por si deixado, porque o seu nome concerteza que para sempre ficará imortalizado.





